Eu sempre fui super racional com as coisas.
Provas na escola, decorar fórmulas, tirar notas boas...um modus operandi que me fez racionalizar até mesmo a separação dos meus pais. Lembro de ter pensado assim: "vou arranjar meu pensamento dessa forma, porque assim dou por resolvido". Quem nunca?
E, que engraçado, essa mesma menina, desde muito cedo, talvez 9 ou 10 anos, já escrevia poesia. Eu me encontrava no papel. Na escola depois, já adulta, fizemos um livro de poesia com as "poetisas" da turma. Lembro que o Luiz Antonio de Assis Brasil recebeu uma cópia do nosso livro e escreveu dedicatória. Tudo isso aconteceu, aham. Histórias.
Voltando, essa menina já dava sinais de onde recuperava força, energia e entendimento para viver. A mente já não dava conta de tudo. A mente não dava conta de todo o meu sentir.
Com a mente sempre sendo mais estimulada, li muito e produzi com a mesma intensidade. Busquei sempre por técnicas, procurei entender delas profundamente.
Pautei meu negócio pela excelência da técnica, pela razão. Sempre amei meu trabalho, e o conduzi tecnicamente. Racionalmente. E sempre tive ótimos resultados por isso.
Até o dia que eu entendi que tinha algo a mais que precisa ser integrado: meu ser, meu eu, minhas emoções, meu sonhos, meu modo de querer viver diferente. Foi quando eu percebi que eu era humana, não máquina.
Somos muito cruéis conosco. Se estamos em um determinado estágio do caminho, nos comparamos. Exigimos de nós o que talvez não estejamos prontas. Ânsia de atalhar. Vontade de atropelar. Vontade de gritar. De refazer. Vontade de não estar onde estamos. De novo. Vontade de não estar onde estamos.
Como ser uma empreendedora melhor se você não se SENTE dentro do seu negócio? Se você não reconhece o que batalhou para já estar aí? Como ser uma empreendedora melhor quando você mais se irrita com o negócio do que sente prazer?
Na aula de ontem do Elemento Curso, convidei uma aluna do curso para falar sobre sua trajetória e dos pontos de virada que ela deu. A empresa dela se chama Brigadeira da Vivi
O que aprendemos com ela:
Consegue perceber que estamos falando muito mais de VIRTUDES do que apenas técnicas?
Mente e coração. Virtude e técnica.
Nem ao céu, nem à terra. No meio.
No conflito harmonioso de estar no meio.
Equilibrando-se entre a razão e a emoção - ambos fundamentais para nós, que somos empreendedoras que trabalhamos com serviços, que estamos ali, oferecendo nosso tempo de vida junto ao cliente. Bem junto dele.
Manter-se focada (razão) e conectada (coração) com o seu negócio tem me parecido a melhor maneira de atingir objetivos significativos - não só para o negócio, mas para vida.
Mostre aos seus clientes o quanto você está feliz pelo ponto que está o seu negócio, independente de qual seja esse lugar, mostre que voce está progredindo e grata por entregar tudo com qualidade, amor e coragem.
O propósito se renova quando sou capaz de reconhecer minha própria história e onde estou hoje. Isso é sobre ser feliz no negócio: entendendo o SEU MOMENTO e AGINDO, com foco, para progredir.
Ser uma empreendedora melhor não é simplesmente executar bem uma técnica, é muito mais do que isso: é lembrar que tipo de ser humano você vai se tornando à medida em que empreende.
Com amor,
Roberta Souza.